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Cerca de mil termos ou conteúdos, comentados, exemplificados e
dispostos em ordem alfabética ao longo de 408 páginas, formam o
“Dicionário de Matemática”, de autoria do professor e advogado Frederico
Lengruber, que está sendo lançado em todo o Brasil pela Base Editorial, de
Curitiba. A obra foi pensada como suporte para estudantes do ensino
fundamental e médio, para os que se preparam para o Enem, vestibulares e
concursos, e também para professores.
O autor diz que levou aproximadamente oito anos para elaborar
o dicionário, “buscando facilitar o entendimento de cada conteúdo ou
exemplo resolvido, visto sob o olhar de um estudante”. Durante o trabalho,
foram consumidas mais de 15 mil folhas de papel: “imprimia cada página e
analisava até alcançar o objetivo de facilitar ao máximo para o
estudante”.
O professor Lengruber trabalhou 35 anos em sala de aula com as
disciplinas de matemática, física e química, e conta que não seguiu
modelos de dicionários nem utilizou pesquisas bibliográficas na elaboração
do “Dicionário de Matemática”: “Criei meu próprio trabalho com base em
minha experiência como educador”. Para o autor, o dicionário quebra as
barreiras entre a matéria e o estudante, sendo, na prática, “um professor
particular para estar ao lado do aluno, sanando dúvidas e promovendo o
entendimento da matéria”.
Único no país com quatro cores, o “Dicionário de Matemática”
da Base Editorial apresenta explicações aprofundadas dos verbetes e
exercícios elaborados e resolvidos pelo próprio autor. Também para os
professores o dicionário é importante, pois facilita a elaboração e o
planejamento das aulas, observa o autor.
A idéia de escrever o “Dicionário de Matemática” ocorreu,
segundo o professor Frederico Lengruber, durante sua trajetória, em sala
de aula, como professor, e também quando assistia os estudantes em aulas
particulares. “Observei as dificuldades dos alunos na busca de conteúdos
nos livros de séries, o que acarretava repetência e evasão escolar, além
de provocar repulsa à matemática, pois a matéria depende de sequência para
aplicação, como se fosse a subida em uma escada, com conhecimento de cada
degrau”, relata. “Acreditei que a melhor forma de pesquisa seria num livro
único, com os conteúdos em ordem alfabética, facilitando o manuseio e o
encontro fácil do conteúdo desejado, com explicações, definições e
exemplos objetivos, como os que eu aplicava individualmente nas aulas
particulares”, acrescenta.
O dicionário também reúne uma de quadros, como linguagem
algébrica, números primos menores que 1.000, números romanos, símbolos
matemáticos, sistema braile e sistema internacional de unidades, bem como
tabela de mantissas, tabela trigonométrica e tabelas de conversão. A
coordenação pedagógica da obra é da professora Lélia Longen Fontana,
especialista em expressão gráfica no ensino e mestreem Educação
Matemáticapela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A capa do “Dicionário de Matemática” reproduz ilustração de
Leonardo Da Vinci para o livro “De divina proportione” (1509), do seu
amigo e matemático italiano Luca Pacioli (1445-1517), considerado o pai da
contabilidade moderna.
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