LINGÜÍSTICA E LÍNGUAS

 

Políticas lingüísticas
para América Latina
atas de um colóquio

Em novembro de 1997, a Universidade de Buenos Aires organizou o colóquio "Políticas lingüísticas para América Latina". As atas deste evento incluem a maior parte das comunicações apresentadas, as quais foram organizadas em dois volumes: o primeiro abrange as conferências plenárias e o segundo o material restante.

Em seu discurso inaugural reproduzido no Tomo I, e com o objetivo de expor "os contextos da disciplina", Elvira Narvaja de Arnoux apresenta uma breve história do estudo das políticas lingüísticas a partir do século XVIII. Na comunicação Espacios disciplinarios y espacios políticos apresentada na sessão de encerramento ela retoma esta perspectiva, e chama a atenção para a diversidade das observações e atitudes reunidas durante este colóquio e para os trabalhos que dele deveriam emanar.

As conferências plenárias estão classificadas por rubricas: terminologia, pontos de vista teóricos ligados à planificação e às políticas lingüísticas, políticas lingüísticas das instituições trans-estatais, ensino das línguas, bilingüismo, problemas latino-americanos, histórias dos temas tratados. Esta lista oferece uma idéia da diversidade dos temas abordados durante o colóquio.


Na sua intervenção, repertoriada na rubrica Terminologia, María Teresa Cabré detalha o processo de normalização da terminologia no âmbito do processo da normalização de uma língua. Ela sublinha que a normalização terminológica é um trabalho de intervenção na língua e que, por conseqüência, deve vir acompanhado de um desejo de unificação ponderada e consensual, e de uma atitude de harmonização capaz de reconhecer a diversidade intra e interlingüística. Pierre Auger, por sua vez, aborda a questão da gestão da terminologia num projeto de planificação lingüística, menciona a relação existente entre a política de planificação lingüística e o vocabulário especializado, e salienta os aspectos sócio-terminológicos. Esta relação entre planificação lingüística e vocabulário especializado também é retomada por Jean-Claude Boulanger na comunicação Connivencia y divergencias entre la lexicografía y la terminografía.

 

Ainda no tomo dedicado às conferências plenárias, chamamos a atenção para as seguintes comunicações: Bernard Cerquiglini, Por una francofonía plurilingüe: el futuro de una paradoja; Robert Chaudenson, La gestión de las situaciones lingüísticas; Louis-Jean Calvet, La ciudad y las lenguas; Klaus Fischer, Políticas lingüísticas en la Unión Europea y Mercosur; Joachim Born, Las políticas lingüísticas de la Unión Europea, ¿un modelo para el Mercosur?; Rainer Enrique Hamel, Políticas del lenguaje y fronteras lingüísticas en México: la relación del español con las lenguas indígenas y el inglés en los EE.UU.; Bartolomeu Melià, La consideración de las lenguas indígenas dentro del Mercosur; e Eduardo Guimarães, Política de línguas na América Latina.

No segundo tomo os trabalhos são ordenados por ordem alfabética dos autores: Minorías lingüísticas e integración regional: la región fronteriza uruguayo-brasileña, de Graciela Barrios; Estudios glotopolíticos y articulación social, de Roberto Bein; Norma idiomática y variedades del español: un problema de actitudes y políticas lingüísticas, de Mercedes Isabel Blanco; Mi nombre es Nadie. Las políticas lingüísticas del Estado argentino, de Lía Varela.

Instituto de Lingüística de la Universidad de Buenos Aires, Políticas lingüísticas para América latina, Actas del Congreso internacional. Buenos Aires, 26-29 de novembro de 1997, Buenos Aires, 1999. Tomo I, 329 páginas; Tomo II, 605 páginas.